quarta-feira, 30 de junho de 2010

O cúmulo Sócio-Económico.


A confiança das pessoas é algo tão facilmente moldável, originando assim, falhas constantes na organização do pensamento humano. A procura é relativa e a oferta interpretadora dessa mesma. A nossa insatisfação é constante, requerendo sempre mais até atingirmos o nosso máximo. A grande questão é que o máximo que a Sociedade Internacional atinge não tem proporções clarificadoras. Desta forma, o indivíduo vive constantemente acima das suas possibilidades Económicas e fundamentalmente Sociais. Ao interiorizar esta perspectiva, conclui-se que a ânsia do poder Social reflecte-se cada vez mais na natureza Económica, gerando uma maior controvérsia nesta questão.

A necessidade do ser humano superar-se socialmente, constitui na minha óptica, o maior alicerce de desequilíbrio. A cada vez mais notória paixão pela superficialidade, egocentrismo e leviandade não permite atingir o equilíbrio necessário entre a vida Social e Económica. Daí a nossa constante dificuldade em atingir o tal middle point.

Numa nota (in)conclusiva, a mais brilhante expectativa que poderei ambicionar é uma regressão consciente da Sociedade Internacional. O panorama vigente é cada vez mais representativo de uma ordem insustentável de vivência, alicerçado, infelizmente, numa contínua tentativa de maximização do seu estatuto inconsciente.

Um bem haja,

Marco Dias Rodrigues

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